quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus, Português!

Lembro quando era criança, com meus 4, 5 anos, e minha avó estava na cozinha, fazendo aquelas comidas deliciosas. Eu sempre ficava na cozinha com ela pelo horário da manhã, hora em que ela preparava o almoço. Algumas vezes ela utilizava esses caderninhos velhos e de folhas já meio amareladas, com receitas que ela havia anotado desde moça... algumas receitas de família e que amigas tinham dado, também.

Eu ainda dava os primeiros passos na leitura e escrita da língua portuguesa. Fui uma das primeiras da turma a começar a juntar as letrinhas e formar palavras, com uns 4 aninhos já conseguia ler meus gibis e livrinhos - demorando um século por página, claro - e escrevia cartinhas para a minha mãe que estava morando longe.

Então eu achava que já sabia. E tentava dar uma de sabichona com aqueles cadernos de receita do meio do século passado. Lá estavam palavras como "fôrno", "ôvo", entre outras, com essa grafia.

"Vovó... 'ovo' não tem acento!" - eu dizia me achando tão esperta!
E ela me respondia que, um dia, o ovo teve sim aquele chapeuzinho simpático. Eu me perguntava onde ele tinha ido parar. Quem teria autorizado sua retirada...?

E, então, quase 18 anos se passaram. 31 de Dezembro de 2008: é o último dia para usar o português escrito como eu aprendi na escola.

Ontem me peguei pensando nisso. Abri a gaveta da sala e vi o caderno de receitas da minha mãe. Imaginei que, quando eu tiver filhos, e eles quiserem mostrar que são espertos, vão dizer para a minha mãe:

"Vó, 'geleia' não tem acento!"
"Vó, o que são esses dois pontinhos em cima de 'linguiça'?"

Ah, português! Sentirei saudades...
(pelo menos a "saudade" não nos tiraram!)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Eu me rendo!

"Sei que parece estranho, mas o pescoço do Michael tem um cheiro muito, muito bom mesmo, de sabonete. Sabonete e alguma coisa a mais. Alguma coisa que faz com que eu sinta que nada de ruim pode acontecer comigo, não enquanto eu estiver nos braços do Michael, cheirando o pescoço dele."

"É só que, sabe como é, quando aquele homem especificamente está por perto, e eu cheiro o pescoço dele, meus níveis de oxitocina aumentam e eu me sinto mais calma e mais relaxada do que quando estou sozinha. Ou com qualquer outra pessoa."

Citações de dois livros diferentes da coleção "O Diário da Princesa" (o 5º e o 9º).
Tudo bem. Eu definitivamente ainda pareço com a Thermopolis, pensando por esse aspecto. Essa sensação e essa mania, quando se está com o namorado.
Isso aí, PDG. O que importa é o cheiro do pescoço do M...! Hááá! xD

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sempre a mesma...

Ufa.

Vontade de sentar aqui e simplesmente ficar divagando sobre umas coisas... Mas tenho que estudar para a prova de francês.

Andei lendo e...

"... E também que está cansada de me ver com meu pijama de flanela da Hello Kitty que, se não está enganada, eu não tiro desde sábado. E também que está na hora de levantar, de trocar de roupa e de ir para a escola.
Eu não tive outra escolha a não ser dizer a verdade a ela:
Que estou morrendo.
Claro que eu sei que não estou morrendo.
Mas por que eu me sinto assim?
Fico torcendo para que tudo simplesmente... desapareça.
Mas não vai desaparecer. Não desaparece. Quando fecho os olhos e vou dormir, fico torcendo para que, quando tornar a abri-los, tudo não tenha passado de um pesadelo terrível."

Bem, talvez eu ainda pareça com ela, sob alguns aspectos. :p

Eu até tenho um pijama da Hello Kitty (que obviamente não é de flanela, ou eu morreria de calor - convenhamos, no livro, ela está em Nova York. Eu estou em Maceió) e fiquei com ele por um tempão no final de semana, sentindo o mundo desabando em cima de mim.

Mas é hora de me reerguer. Resolver as últimas coisas, aproveitar o Natal... enfim.

Na verdade, é hora de estudar francês.

Au revoir.