segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Por que eu me sinto Andy Sachs

Aproveitando que está passando O Diabo Veste Prada na Globo, um dos meus diálogos preferidos do filme.

Andy Sachs: She hates me, Nigel.

Nigel: And that's my problem because... Oh, wait. No, it's not my problem.

Andy Sachs: I don't know what else I can do because if I do something right, it's unacknowledged. She doesn't even say thank you. But if I do something wrong, she is vicious.

Nigel: So quit.

Andy Sachs: What?

Nigel: Quit.

Andy Sachs: Quit?

Nigel: I can get another girl to take your job in five minutes... one who really wants it.

Andy Sachs: No, I don't want to quit. That's not fair. But, I, you know, I'm just saying that I would just like a little credit... for the fact that I'm killing myself trying.

Nigel: Andy, be serious. You are not trying. You are whining. What is it that you want me to say to you, huh? Do you want me to say, "Poor you. Miranda's picking on you. Poor you. Poor Andy"? Hmm? Wake up, six. She's just doing her job. Don't you know that you are working at the place that published some of the greatest artists of the century? Halston, Lagerfeld, de la Renta. And what they did, what they created was greater than art because you live your life in it. Well, not you, obviously, but some people. You think this is just a magazine, hmm? This is not just a magazine. This is a shining beacon of hope for... oh, I don't know... let's say a young boy growing up in Rhode Island with six brothers pretending to go to soccer practice when he was really going to sewing class and reading Runway under the covers at night with a flashlight. You have no idea how many legends have walked these halls. And what's worse, you don't care. Because this place, where so many people would die to work you only deign to work. And you want to know why she doesn't kiss you on the forehead and give you a gold star on your homework at the end of the day. Wake up, sweetheart.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Wishes

Alguns dos meus Xmas Wishes.

Falar menos sobre trabalho nas horas de descanso.

Pensar menos em jobs nas horas de descanso.

Falar menos palavrão.

Falar mais devagar.

Parar de ter medo de expor algumas ideias.

Fazer mais exercício físico.

Ser menos compulsiva.

Ser menos ansiosa e desesperada.

Visitar mais meus avós.

Estudar mais.

Ler mais.

Ver mais filmes.

Mandar consertar meu computador.

Discutir menos por besteira.

Me divertir mais.

Ir aos médicos que preciso ir, fazer todos os exames e voltar a consultá-los.

Cuidar melhor do meu dinheiro.

Me dedicar a aulas de francês, inglês ou espanhol.

Voltar ao ballet, ou pelo menos tentar.

Comprar meu binóculos e voltar a estudar astronomia.

Resolver meus problemas de sono.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

20 coisas sobre mim

Eu odeio calor.
Nos últimos tempos eu nunca tenho fome e vontade de comer simultaneamente.
Eu tenho enxaquecas quase que semanais que podem durar horas ou dias.
Eu sou apaixonada por Londres mesmo sem ter ido lá.
Minha biografia preferida é a da Maria Antonieta. Não que eu tenha lido tantas biografias.
Eu fico muito sarcástica quando estou profundamente irritada.
Eu fico muito sarcástica quando estou extremamente feliz. E fico boba também.
Eu tenho TDA (Transtorno do Déficit de Atenção) e paguei caro durante os 22 anos da minha vida por isso. Agora eu tomo remédios.
Eu já tive depressão, iniciei síndrome do pânico e hipocondria. Hoje eu estou longe dessas 3 coisinhas apavorantes.
Eu pesava 52 kg em fevereiro, 58 em agosto e 56,5 agora. Gosto mesmo é do número 54.
Eu me sinto culpada por estar lendo pouco, escrevendo pouco (poucos contos, poesias, etc. porque texto publicitário, todo dia).
Eu sou louca por sapatos. E bolsas. Ah, ok, eu sou uma mulher normal.
Eu quero fazer ballet mas tô morrendo de medo de isso só me arrumar contraturas musculares.
Depois que parei de tomar Roacutan, minha boca nunca voltou a ser 100% e continua com ressecamentos, tanto labiais quanto na mucosa. É chato demais.
No dia que meu bisavô faleceu, num fim de tarde, eu estava sozinha em casa e quando soube, entrei dentro do guarda-roupa para chorar. Lembrei que quando eu tinha 3 anos ele me levava pra andar a cavalo na fazenda.
Eu detesto praia cheia demais, carnaval e farofagens.
Quando estou muito preocupada ou estressada e divido essas coisas com as pessoas, eu acabo entrando em pânico de uma vez e fico mais acuada. Deve ser por estar ouvindo a catástrofe sair da minha boca e encarar.
Eu sinto que melhorei muito na questão procrastinação. Mas ainda preciso evoluir mais.
Eu sou bagunceira, mas sei onde as coisas estão na minha bagunça... se niguém mexer nela.
Eu sinto falta de apoio e ajuda às vezes, ainda que meramente moral, e acho o mundo e as pessoas muito cruéis, frias, calculistas, egoístas e egocêntricas. O mundo é um lugar feio e eu tenho medo dele. Pelo menos eu tenho coragem de admitir. Mas eu sei que eu não posso ter medo dele, então eu tento continuar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vida boa

Todos os dias, no caminho para casa na hora do almoço, eu passo em frente ao meu antigo colégio. Geralmente passo mais ou menos no horário de saída do ensino fundamental até a 9ª série... a não ser que eles tenham modificado o horário, mas acredito que não. Aquelas pessoas são muito... novinhas.

Bom, mas eu passo naquela hora e olho em volta. A mesma lanchonete em frente, o mesmo colégio... Me dá a sensação de também ver as mesmas pessoas. Sim, porque são os mesmos tipinhos, vestindo as mesmas marcas de calça, com as mesmas bolsas e mochilas penduradas em um dos ombros, os mesmos cortes de cabelo, as mesmas caras de preocupações fúteis, até os mesmos gestos cheios de frescura.

Ao mesmo tempo em que sinto alívio por não ter mais que conviver em meio a tanta futilidade e tolice (sem falar no bullying), bate certa nostalgia. Não sei se a palavra seria “saudade”, mas é mais ou menos isso. Saudade dos tempos em que agüentar essa futilidade e tolice durante um período do meu dia, era um dos meus maiores desafios e motivo de estresse. Saudade de sentar na cadeira com o caderno na minha frente e ter apenas a responsabilidade de aprender alguma coisa, não tendo a pressão de mostrar que sei de alguma coisa o tempo todo, 24h por dia.

É, no colégio a gente é feliz e não sabe. E boa parte desse discurso também serve para a faculdade.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Começos de dia

Vim observando, no trajeto para o trabalho, o começo do dia das pessoas. Fiz isso porque costumo reclamar do meu. Precisava de percepção.

Não demorou muito e vi que tem gente que começa o dia chamando ambulância para algum parente enfermo, ou andando na rua debaixo de sol quente, correndo atrás do ônibus já perdido.

Tem gente que começa o dia querendo atrapalhar os outros no trânsito, que parece que não tem noção da potência do próprio carro (ou é pura cara lisa mesmo).

Tem borboleta começando o dia voando em volta das plantinhas, aproveitando a vida curta que tem.

Tem gente que nem começou o dia ainda, e já são 9:30 da manhã.

Tem gente que começa o dia reclamando porque tem que ir pra escola, pra aula de matemática. E eu fazia isso. Era feliz e não sabia.

Não sei que conclusão tirar da minha observação, a não ser que meu começo de dia, cedo, com trânsito, pressa e pressão no trabalho não é o melhor mas não é o pior de todos.

Que comecem outros dias então, pra eu encarar da melhor forma possível.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Le menu

Acho que vou virar culinasrista especialista em dietas pós-infecções gástricas. Ando fazendo misturebas no mínimo exóticas.

Almoço: peito de frango na chapa picado, arroz branco, batatas cozidas, cenouras cozidas, macarrão parafuso sem molho. Mistura tudo e manda pra dentro.

Sobremesa: bolachas cream-cracker com rodelas de banana.

Jantar: macarrão sem molho com frango desfiado e bananas em rodelas. Misturado, claro. Ou pão francês com frango e banana. Hmmm. Vou testar os dois.

O menu é super variado. A gente inventa o que pode pra ficar "menos ruim".

*morrendo de rir da minha própria desgraça*

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aperto...

Eu prometi que ia ser forte. Mas isso pode ser mais difícil do que eu pensava.

Pra começar, já não estou conseguindo segurar as lágrimas. Isso é uma droga, porque eu não quero chorar. De verdade.

Se pelo menos eu conseguir trabalhar da mesma forma que já vinha trabalhando, acho que já vai ser bom. E eu vou conseguir sim, não é possível que não consiga. Sim, porque talvez eu me enrole aqui e ali na hora de executar algumas coisas, mas eu tenho que achar novas saídas pras minhas dúvidas. Eu consigo fazer isso.

Parece que eu perdi um anjo da guarda aqui dentro. Parece não, eu perdi... ainda bem que da minha vida eu não deixo ele sair nem tão cedo.

Mas isso já aperta o peito. Tanto.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ai ai ai...

Parece que quando uma coisa resolve aparecer pra me irritar resolve sempre trazer coleguinhas junto consigo. Sendo assim, TPM vem sempre junto com noites mal dormidas, problemas digestivos, semanas estressantes de trabalho. Tudo num combo só.

Sem contar a dorzinha no dente, a afta perto do lábio superior, as mãos ressecadas, a unha do pé querendo encravar (e eu ainda levando topadas até em batentes pelos quais passo todos os dias, inúmeras vezes).

E o nariz entupido, os olhos ardendo, as costas tensas? Ai...

Não é que eu só saiba reclamar. Mas isso já é um complô biológico contra a minha pessoa.

Hoje ainda é segunda-feira. Preciso dizer que não estou me sentindo nada motivada ou já dá pra ler nas entrelinhas?

E ainda mais sem saco pra ajeitar o post!
É, eu gosto demais de você. Deve ser também por isso que eu fico tão puta comigo de me sentir assim enquanto estou aqui.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Até quando terei saúde?

É a pergunta que não quer calar esses dias. Decidi que preciso me cuidar mais. Cuidar do meu estresse, da minha alimentação, do meu sedentarismo. Mas aí, cadê o tempo e as outras condições que possibilitam tais cuidados.

Por que esse estilo de vida não é nada prático? Acordar mais cedo pra fazer exercício não é algo que agrada muito a minha pessoa. E sair do trabalho sabe-se lá que horas, morta de cansada, e ainda ter que ir pra uma academia também não seria fácil.

Eu sei que requer um certo esforço, mas me sinto sugada a tal ponto de não ter energia suficiente.

Vou ter que tirar sei lá de onde e começar. Porque coisas realmente legais, como olhar o céu com binóculos, ler livros, ver filmes... não emagrecem. Mas deveriam!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Não sei

Entre aqui sem nem saber o que escrever. Só por um lapso de tempo vago que surgiu e eu, mesmo depois de tão pouco tempo, já odeio ficar sem fazer nada. De qualquer forma, preciso de entreter antes que eu durma.

Ainda sobre não saber, eu não sei o que vai ser daqui pra frente. Na verdade mal consigo imaginar. Por mais que o pessoal fale, é difícil visualizar uma situação tendo tão pouca experiência. A única coisa que eu sei é quem eu sou, como eu sou e o que pode passar pela minha cabeça nos próximos tempos diante de determinadas situações. Isso, por algum motivo, me dá medo. Estou ciente de que me surpreender comigo mesma daqui pra frente é vital.

Pensando por outro lado, nem sempre o 'não saber' é assim tão assustador. Eu me surpreendi comigo em outras coisas, de como deixei os fatos correrem mais soltos e, na medida do possível, simplesmente acontecerem. Até então, vem dando certo.

Será que dá pra aplicar nessa outra situação também? Tão diferente...

O jeito mesmo é respirar fundo e esperar. Não esperar pelo melhor ou pelo pior. Mas simplesmente esperar.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Alice no país das (des)maravilhas

Sabe como eu tô me sentindo agora? Como a Alice quando o Gato some depois de apontar os vários caminhos e ela vai parar na mira da Rainha de Copas gritando "Cortem as cabeças!".
É, é bem assim.
Fica o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março, o Dormidongo. Mas o Gato Cheshire simplesmete... some.
"Cortem as cabeças!" a Rainha berra.
"But I don't want to go among mad people," Alice remarked."Oh, you can't help that," said the Cat: "We're all mad here. I'm mad. You're mad.""How do you know I'm mad?" said Alice."You must be," said the Cat, "otherwise you wouldn't have come here."
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Voltando no tempo

O que eu tenho realmente vontade de fazer agora é entrar debaixo da mesa ou num cantinho escondido e chorar o quanto eu quiser, como eu fazia quando tinha 5 anos. Sempre que eu me sentia derrotada, estúpida, com medo ou vergonha.

É ridículo. Eu sei.

Não tô legal pra nada disso hoje. Sei lá. Desorientada.

Merd.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Eu não sou assim

E é uma droga sentir isso quando eu sei que essa não sou eu.

Tem motivos pra isso? Meus olhos ardendo, meu corpo tremendo, a cabeça pulsando.

Que insegurança burra e cega é essa me atacando agora?

Burra e cega! É isso que você é! Vai EMBORA!

É tão bom quando você não está aqui, insegurança. Que saco.


PS: Eu sumo e sempre volto com lamúrias. Impressionante.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O dia do BOOM

Acho que interiorizei demais as coisas e chega um dia que tudo explode (na verdade parece mais uma implosão), foge de controle.

Preciso sair daqui, espairecer.

Um lado parece estar indo no rumo certo, enquanto o outro continua estagnado e ferido. Quero me libertar das correntes, me livrar de cicatrizes.

Ah, odeio esses sentimentos. Ouso dizer que são desnecessários.

sábado, 11 de abril de 2009

Happy Easter!

E acabei de lembrar que tinha uma especial de Semana Santa no Discovery Channel que me parecia bem interessante, mas começou às 19h e eu esqueci de assistir. Isso que está passando já deve ser o final. E eu fiquei assistindo capítulo repetido de novela que eu nem gostava (só achava a Giovanna Antonelli engraçada). Pura falta do que fazer.

É, hoje foi assim... dia de ver History e Discovery. Um pouco de cultura e curiosidades não faz mal a ninguém. E eu adoro ficar de preguiça na cama no sábado assistindo Mythbusters: Caçadores de Mitos.

Preciso voltar a enfiar minha cabeça nos livros, estudar e tal. Pouco mais de um mês para o concurso e, por mais que eu esteja fazendo só por fazer... não seria nada mau conseguir uma colocação ao menos razoável.

Esperando para que chegue semana que vem. Estou cansada de ficar imaginando a diversão. Eu quero viver a diversão. Preciso. Acho que mereço, também. o/

Ugh, que abuso. Não sei de onde veio, mas já tô abusada disso. Assim, de repente. Acho que cansei. Hmm...

Lembrar: Andar sempre olhando para frente, porque andar olhando para trás pode resultar em tropeços e topadas.

terça-feira, 17 de março de 2009

Tracklist

Interessante como as coisas costumam acontecer de um jeito diferente do que você tinha imaginado.

Enfim... minha tracklist atual no mp3.

1. Alanis Morissette _ Hand in My Pocket
"And what it all comes down to is that I haven't got it all figured out just yet."
2. Avril Lavigne _ Nobody's Home
"Too many, too many problems; don't know where she belongs, where she belongs."
3. Avril Lavigne _ Stay (Be The One)
"Make my dreams end right."
4. Avril Lavigne _ Fall to Pieces
"You tried to say the things that you can't undo."
5. Avril Lavigne _ Adia
"There's no one left to finger, there's no one here to blame."
6. Avril Lavigne _ My Happy Ending
All of the memory so close to me just fade away."
7. Avril Lavigne _ When You're Gone
"The words I need to hear to always get me through the day and make it okay..."
8. Brian Littrell _ Welcome Home You
"There'll be times you'll feel all alone."
9. Garbage _ Bleed Like Me
"Try to comprehend that but you'll never comprehend."
10. Garbage _ It's All Over But The Crying
"Certain things just happen when you make no plans."
11. Guns 'n Roses _ Patience
"Take it slow and it'll come together fine."
12. Hanson _ Weird
"No one can hear but you're screaming so loud, you feel like you're all alone in the faceless crowd."
13. James Morrison _ Please Don't Stop The Rain
"Life is a crazy thing, there'll be the good times and there'll bad times and everything in between."
14. James Morrison _ Broken Strings
"It's like chasing the very last train when it's too late."
15. John Mayer _ Slow Dancing In a Burning Room
"It's not a silly little moment."
16. Katy Perry _ Hot and Cold
"Cause you're hot then you're cold, you're yes then you're no"
17. Lifehouse _ Sky Is Falling
"It shouldn't be hard to believe, shouldn't be this difficult to breathe."
18. No Doubt _ Don't Speak
" I really feel that I'm losing my best friend."
19. Placebo _ Running Up That Hill
"Tell me we both matter, don't we?"
20. Skank _ Ainda Gosto Dela
" A porta ainda está aberta, mas da janela já não entra luz."
21. The All-American Rejects _ Move Along
"And even when your hope is gone move along, move along, just to make it through."
22. The All-American Rejects _ It Ends Tonight
"All these thoughts locked inside."
23. The Cardigans _ Lovefool
"Reason will not lead to solution, I will end up lost in confusion."
24. The Cardigans _ Live and Learn
"Why must I burn? I'm just trying to learn."

Devo começar a mudá-la nos próximos dias. Afinal, como diria Coralie Clément, "la Terre restera ronde avec ou sans moi".

sexta-feira, 13 de março de 2009

Barata tonta

Correu feito uma barata tonta pela sala absurdamente branca, quase reluzente. Foi para todos os lados, repetidas vezes e de novo. Mais uma vez.

Cansou, sentou-se no meio da sala, choramingando. Respirou. Resolveu pensar um pouco.

"Peraí, onde é a saída mesmo?"

Então agora, quem sabe, com um pouco de sorte, ela consiga lembrar como faz para sair de lá.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Não mais que de repente

SONETO DE SEPARAÇÃO

Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.



Tudo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pesando

E quando a carga é mais pesada do que os seus ombros conseguem suportar? Como faz?

Quando você pensa que tudo vai começar a entrar nos eixos, coloca pelo menos uma coisa no lugar, se sente aliviada, e aí vem um super golpe de outro lado da vida... Como que se consegue viver com isso sem sentir essa coisa horrorosa por dentro a qual eu nem sei que nome dar.

Eu não gosto de usar palavrões, menos ainda escritos (talvez eu os fale mais do que escreva), mas: PORRA! PQP! Eu não aguento mais.

Toda semana é alguém no hospital, toda semana é um questionamento e todo minuto é essa vontade de sumir desse lugar. Por um bom tempo.

Eu não sei um superlativo pra inferno. Mas é o que tá parecendo. E não, eu não sei lidar. Não, eu não tenho paciência. Cansei de ter. Gastei.

Eu sei que não existe ninguém no mundo que não tenha problemas. Mas do jeito que tá.........

Desabafo. Afinal o blog é meu e eu faço o que eu quiser com ele. Afinal era o único lugar que eu tinha pra me expressar (e criar pelo menos a ilusão de que estou desabafando com alguém).

E é isso.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Medo, medo, vá embora!

A gente já nasce praticamente chorando.

Quando se é bebê, chora-se por absolutamente tudo: fome, sono, sede, dor, medo, vontade de sentir alguém nos ninando. E aí a gente começa a crescer um pouquinho e desenvolve alguns tipos de comunicação. Crianças pequenas choram quando estão com sono, irritadas, quando são contrariadas, por birra, quando sentem dor e medo. Até que crescemos ainda mais. Deixamos de chorar por quase tudo relacionado aos sentidos; mas, a emoção ainda nos faz derramar todas as lágrimas. Daí prra frente, será assim.

Boa parte dos seres humanos nunca deixam de chorar por sentimentos bons e ruins, mas que andam sempre juntos. Palavrinhas tão pequenas que provocam erupções tão grandes dentro da gente. Ou de alguns de nós.

Dor.

Perda.

Amor.

Fé.

Medo.

Já perguntei para algumas pessoas por quê as coisas relacionandas a esses sentimentos são tão complicadas. E por quê existem essas coisas ruins no meio, sempre vindo de brinde com as boas. Recebi a mesma resposta de sempre: se tudo fosse maravilhoso, a gente não saberia o quão maravilhoso as coisas realmente são. Não saberíamos dar valor suficiente. Isso só me leva a crer que o ser humano é totalmente estúpido.

Mas também me leva a crer que, talvez, aquela coisa de que "Deus escreve certo por linhas tortas" seja bem verdade.

Virginia Woolf escreveu em um de seus livros:

"Se o melhor de nossos sentimentos nada significa para a pessoa mais envolvida neles, que realidade nos é deixada?"

O medo, dona Virginia. Só o medo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Minha sexta-feira 13.

Ou não.

Decidi que não ia decidir nada. Porque nenhuma decisão baseada em medo pode levar a uma boa solução. Nada impulsionado por um sentimento ou sensação negativa, como o medo, é capaz de mostrar o caminho certo para sentimentos e sensações positivas.

Não é isso que eu aprendi durante esse últimos tempos?
Nos livros, na vida... enfim.

Vou contratar a Meg Cabot pra tomar o lugar do tempo e passar a escrever o roteiro da minha vida. Porque o tempo anda malzão comigo.



será que hoje vai ser o melhor dia da semana?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

É!

Chego a essa hora, ainda tenho paciência pra entrar no orkut e...

Sorte de hoje: Sorria. Isso basta.

É, talvez baste, mesmo! x)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

É fase

Sempre odiei anos ímpares. Mas, dessa vez, não vou dar tudo como perdido assim, de cara. Talvez seja realmente necessário ter uma atitude mais positiva em relação aos próximos 11 meses e 21 dias.

Até porque não é certo se sentir derrotada antes das coisas acontecerem, aliás, sem nem saber se, como, ou o quê vai acontecer.

Mas, sabe, eu ando meio sonolenta e entediada esse mês, e as pessoas olham para mim e perguntam: "você está triste? tá tudo bem?" e isso é totalmente um saco (tanto quanto quando me perguntam se eu estou fazendo regime só porque estou no meu peso ideal - e eu não estou de regime, só pra constar). Porque eu não tô mal em praticamente nenhuma das vezes que me fazem essas perguntas. Porque eu queria estar passando energias mais positivas, mais alegres, pra fazer bem às pessoas a minha volta, mas... frustrantemente, eu não consigo. Aparentemente, sempre pareço triste aos olhos dos outros, sem estar! E isso é um verdadeiro mistério pra mim.

Eu não sei o que fazer. Sorrir não está sendo o suficiente. Falar coisinhas engraçadas não estão dando conta do recado de mostrar a pessoa legal e positiva que está em mim - e que, devo dizer, demorei e trabalhei muito internamente pra construir.

Mas eu tenho certeza - de verdade -, que os próximos dias reservam coisas mais agradáveis que stress e tédio. Não é o que dizem? Que a esperança é a última que morre?

Então eu tenho que acreditar.