terça-feira, 18 de novembro de 2008

Explodindo

Enquanto cada grão de areia da ampulheta atinge a parte inferior da mesma, um vulcão vai aos poucos dando sinal de atividade dentro de mim. Os abalos sísmicos são cada vez mais fortes e os primeiros vestígios de atividade vulcânica já começaram a aparecer.

Detesto ser negativa. Mas o meu senso de realismo não me permite perder de vista a catástrofe que aos poucos se instala. Sorrateiramente, foi chegando... Eu vi, todos nós vimos. Mas ninguém deu a devida importância.

A verdade é que estamos todos perdidos e o fato de eu não ser a única não é algo necessariamente reconfortante.

Quero que o tempo passe logo, mais rápido que um piscar de olhos, embora saiba que o ideal seria dispor de ainda mais tempo.

Todo mundo que já passou por essa fase diz que é uma corrida contra o relógio, estressante e tensa. Cresci ouvindo histórias assim. Passei quatro anos na faculdade escutando isso. Agora que cheguei aqui, vejo: é muito pior.

Talvez nós tenhamos deixado as coisas chegarem a esse ponto. Não gosto de distribuir culpas, mas se tudo chegou a esse ponto, de quem é a responsabilidade? Esse estado letárgico que tomou conta até agora e a idéia de ter que fazer “o que der pra ser feito” vão contra meus princípios enquanto perfeccionista.

Dá vontade de jogar pro alto, deixar pra lá.


Mas não dá.