quarta-feira, 29 de junho de 2011

Momento Anne Frank

"... Quando me levanto de manhã, outro momento muito desagradável, pulo fora da cama e penso comigo: "Logo logo você vai estar entrando debaixo das cobertas." Vou até a janela, tiro o anteparo de blackout, cheiro pela fresta até sentir um sopro de ar puro e estou acordada. Arrumo a cama o mais rápido possível para não me sentir tentada a voltar. Sabe como mamãe chama esse tipo de coisa? A arte de viver. Não é uma expressão engraçada?..."

Trecho do dia 10 de agosto de 1943, de O Diário de Anne Frank.

Taí uma coisa que vou lembrar todos os dias pela manhã. Grande Anne!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Comer, Rezar, Amar, Adaptar

Geralmente as adaptações de livros para o cinema nos deixam com aquela sensação de “o livro era melhor”. Alguns até chegam perto de fazer jus à obra escrita, como “O Pianista”, ou fazem leves mudanças que tornam a história mais comercial para as telas, como “O Diabo Veste Prada”. Isso é totalmente compreensível.

Ninguém conseguiria, por exemplo, adaptar “O Senhor dos Anéis” sem mexer ou até descartar absolutamente nada (a não ser que resolvessem fazer pelo menos uns seis filmes com 3 horas cada um, mas imaginem os custos disso). Eu até já perdoei a Disney por ter feito uma Grandmère boazinha em “O Diário da Princesa”, enquanto nos 10 livros da série você consiga ter muita, muita raiva da personagem. Eles devem ter achado que ia ser estranho ter uma Julie Andrews meio megera – a única explicação que eu consigo encontrar.

Mas por que eu estou falando tudo isso?

Porque eu terminei de ler “Comer, Rezar, Amar”. E, até onde eu me lembro, nunca vi um filme tão absurdamente distante do livro no qual ele é “baseado”. (Hmm... baseado... isso dá um trocadilho. Porque só fumando muito mesmo pra chamar isso de adaptação).

Nem a adaptação-bomba de “O Caçador de Pipas”, com aqueles Talibãs que mais pareciam o Bin Laden do Brega, conseguiu se afastar tanto da história original. Bom, o que dizer? Pelo menos todos os personagens importantes estavam lá, não estavam? E não usaram a fala de um personagem em outro.

É engraçado ver que no filme de “Comer, Rezar, Amar” faltam tantos personagens importantes e, ao mesmo tempo, inventam situações que nem de perto aconteceram no livro.

Engraçado, não. Chega a ser um pouco revoltante.

E agora eu tenho na minha fila de leitura três livros que já foram adaptados para o cinema. “O Diário de Anne Frank”, “Entrevista Com o Vampiro” e “Querido John”, esse último o único cujo filme eu não assisti.

Será que a decepção vai se abater sobre mim novamente?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Yes, I am!

"Girls can wear jeans
And cut their hair short
Wear shirts and boots
'Cause it's OK to be a boy
But for a boy to look like a girl is degrading
'Cause you think that being a girl is degrading
But secretly you'd love to know what it's like
Wouldn't you
What it feels like for a girl"

Porque eu amo a intro dessa música (What It Feels Like For a Girl - Madonna).
E porque faz sentindo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sempre escolhem o caminho mais fácil

Às vezes porque o caminho mais fácil é também o mais, digamos, de acordo com os interesses imediatos.

Podiam educar as pessoas. Podiam ensinar o português corretamente nas escolas. Podiam ensinar as pessoas a apreciar a cultura, a entender a arte. Até podiam ensinar que ver um filme legendado não vai fazer você perder a ação. Podiam ensinar a respeitar as diferenças, a respeitar a vida.

Mas não. Não é isso o que fazem. Não é isso o que querem.

Preferem “ensinar” um português que, querendo ou não, as pessoas já aprendem na rua. Veja bem: eu sou redatora publicitária. Nunca precisei aprender a dizer “nós pega o peixe” na escola. Mas se eu tiver que criar um personagem que por algum motivo fale dessa maneira, eu vou saber como fazer. E o mais importante: vou saber que é errado. Sim, errado. “Preconceito linguístico”? Faça-me o favor!

Preferem deixar a arte e a cultura meio de lado, ali no cantinho, como que só para constar. E, ainda assim, abordam-na com visão estreita, cheios de dedos e regionalismos do tipo “este é bom porque é nosso, esse não presta porque é de tal lugar”. Dar valor ao local? Ok. Mas dar valor apenas ao que é local e pelo simples fato de ser local? Falta de senso crítico.

Preferem colaborar com a preguiça e o analfabetismo funcional e colocar apenas cópias dubladas de filmes com classificação 12 e 14 anos. O que é isso? Uma tentativa de encher as salas de cinema? Por que não dar as duas opções – cópias dubladas e legendadas? A velha história: a maioria das pessoas que gostam de verdade de cinema e preferem filmes legendados deixam de ver na tela grande se ele for dublado. Mas e quem prefere dublado, deixa de assistir se for legendado? Será?

Preferem manter a cultura do ganhador/perdedor, do esperto/mané e outras dualidades idiotas incitando até conflitos de classes sociais. Isso é tão século XIX!! Que tal progredirmos um pouco?

E tantas coisas ruins causadas por ganância, egoísmo, descrença, pressa.

Todo mundo querendo abraçar o mundo com as pernas. E agora.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Parem de ser chatos!

Sério, eu acho muito diferentes essas duas situações:

1) matar um animal porque vestir/calçar a pele dele é "bonitinho";
2) matar um animal para comê-lo porque o seu corpo necessita dos nutrientes.

E o povo fica insistindo que quem não é vegetariano não pode falar nada da coleção da Arezzo só porque tem um bicho no prato.

Na boa, eu tento respeitar os vegetarianos, mas tem horas que dá vontade de mandar meia dúzia deles irem se catar.

Não, eu não sou a favor dessa vaidade desenfreada que mata os pobrezinhos só pra fulana se olhar no espelho e se achar chique.

Mas não, eu não vou me submeter a um déficit nutricional. Seres humanos são onívoros e ponto final.

Se você quer parar de comer carne, boa sorte. Mas não venha ficar se achando o dono da verdade e acreditando que pode ditar o que o resto das pessoas podem pensar.