terça-feira, 19 de agosto de 2008

Olimpíadas x Brasil = Zica?

É, eu tinha que fazer um post meio olímpico, só pra fazer valer minhas noites em claro. hihi

Não é de hoje que venho percebendo: Brasil não combina com Jogos Olímpicos. É só analisar as coisas desde não muito longe, na edição passada, em Atenas.

É padre irlandês surgindo na frente de maratonista, time com jogo ganho num 24x19 deixando o adversário virar (ok, se redimiram majestosamente), favorito caindo de bunda no chão no último salto, vara sumindo, etc.

Volta das Olimpíadas o nosso Brasil, mais uma vez, cheio de promessas para a próxima edição. Quando será que vão concretizar tudo isso?

E digo, desde já: pelo menos em relação ao quadro de medalhas, Jogos Olímpicos no Rio em 2016 seria sinônimo de mico!

Ah, e viva o nosso vôlei de quadra, um ouro e uma prata em Pequim!
Quanto à seleção masculina... vejam bem: duas finais olímpicas seguidas não é pra qualquer timinho, não! o/

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Chutando o balde

Sabe, tenho pensado em escrever algumas coisas aqui, mas andei um pouco receosa. Mas, esse aqui é meu blog e eu escrevo o que quiser nele, doa a quem doer, é ou não é? Não vou citar nome ou usar codinomes... As histórias falam por si.

Esses dias venho notando como, em algum momento, coisas não palpáveis podem subir a cabeça das pessoas, fazendo com que elas acreditem que foram promovidas e agirem como tal. Promovidas a qualquer coisa: chefe, profissional decente, Casanova, ou a qualquer outra coisa, enquanto são apenas pessoas fazendo uma besteira atrás da outra e achando que são os supra-sumos da humanidade.

As pessoas não têm coragem de assumir o que elas realmente são, nem têm humildade o suficiente para manterem-se em seu lugar, sem tentar atropelar os outros. Perdoem-me, mas eu tenho o gênio forte e não sei me calar diante de certas situações. Não vou permitir que pessoas em posição igual a minha mandem e desmandem em mim. Não vou dividir o meu conhecimento com quem joga sujo e claramente não merece. E... vou deixar Carrie Bradshaw completar:

Carrie: Bem, é engraçado você mencionar isso, Billy, porque, na verdade, existe. Você pode ter a coragem e a gentileza de dizer para uma mulher, na cara dela, que não quer mais vê-la. Me chame de louca, mas eu acho que existe uma maneira de terminar um relacionamento, que não inclua um e-mail, um porteiro, ou desaparecer. Eu acho que vocês todos podiam superar esse medo de parecer o "cara mau" e realmente ter a desconfortável conversa para terminar o relacionamento. Porque, olha só: evita-la é que faz de você o “cara mau”!

Não é?! ;]

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Atropelos

Eu queria conseguir escrever na velocidade dos meus pensamentos, mas sempre que pego numa caneta ou no teclado do computador, metade das coisas importantes que eu tinha pra dizer se escondem nos cantinhos do meu cérebro. É como brincar de pique-esconde com uma criança muito, muito esperta: você só vai encontrá-la novamente quando a brincadeira acabar, e aí já não tem mais graça. E, pra piorar, isso não ocorre apenas na hora de organizar os pensamentos numa folha de caderno ou no monitor... Acontece também na hora de falar com as pessoas, de dizer o que sinto, o que realmente penso, o que importa pra mim. Na hora de defender meus interesses, meus sentimentos, minhas idéias. Esse medo estúpido de falar o que não devo, de decepcionar as pessoas, de estar errada (mesmo tudo indicando que eu estou certa, bem certa). No final, quem se decepciona sou eu. Mente traiçoeira, que deixa que todas as palavras, letrinha por letrinha, se escondam nos lugares mais difíceis de achar.

A verdade é que eu viajei, passei um tempo longe do meu, digamos, habitat. Deixei pra trás, por apenas alguns dias, o meu mundo e, ao mesmo tempo, levei um pouco dele comigo. As lembranças das pessoas, dos momentos; as expectativas, os medos, as preocupações. E todos esses souvenires, muitas vezes, acabam dando um nó apertado que não se contenta em ocupar só a cabeça, mas vai pro coração: saudades (por mais piegas que possa soar). Tudo acaba tomando proporções um pouco maiores. Porém (e Deus sabe como eu odeio os “poréns”), um tempo depois eu voltei e descobri que aquele habitat que deixei pra trás já não me é tão familiar assim. Onde estão as coisas da forma que eu deixei (e que me forcei a imaginar estáticas durante o tempo que estive fora, mesmo sabendo que não seria assim)? Mudanças.

Talvez a pior parte desse tipo de mudanças – que acontecem na sua ausência – é a tendência de se deparar com elas na pior hora, de surpresa. É como ser atropelada por um trem silencioso, inaudível. Ninguém se preocupa em te alertar sobre o quão diferente as coisas serão (ou pelo menos não alertam claramente ou totalmente) antes que você chegue com a cabeça cheia daqueles souvenires disfuncionalmente potencializados pela distância, abra os braços e diga: "lar doce l... lar??".

Mudanças. Hora de encarar e aceitar, até que a vida se encarregue de dar o rumo certo às coisas novamente. E nesse ponto, depois de ser atropelada pelo trem, será que importa (tanto assim) o que eu disse ou deixei de dizer? O que eu ainda poderia ter a dizer, ou o fato de não dizer mais nada... Importa? Defender tudo o que está passando pela minha cabeça, falar tudo o que penso. Tem alguma serventia? Ou só iria retardar um processo de aceitação de mudanças?

Deixar a poeira baixar. É a única forma de enxergar os trilhos outra vez. É a única forma de dar o passo certo para mudar (ativamente, dessa vez) meu mundo.