terça-feira, 26 de outubro de 2010

Analisando

Eu ando bem viciada em Glee. Depois de 6 intermináveis anos assistindo Lost e queimando os miolos com teorias que nunca estariam certas, eu mereço algo mais light. Glee faz rir, faz chorar e faz vergonha uma vez ou outra, eu admito. Mas no fim das contas é pura diversão com sacadas legais.

Mas o negócio é que, desde o episódio "The Power Of Madonna", que homenageou a própria, e da óbvia homenagem ao Journey no episódio final, com a apresentação nas Seletivas Regionais totalmente de músicas da banda, eles entraram nessa de sair fazendo episódios especiais a torto e a direito.

Logo no segundo episódio dessa temporada, veio o "Brittany Vs. Britney", que, vamos combinar, ficaria tão mais legal sem a participação da dita princesa do pop! Mas o que passou, passou.

Agora estamos às vésperas do Halloween e eles me vem com The Rocky Horror Picture Show. A única coisa que eu conhecia do filme era a música Time Warp, que passava bastante nos tempos de Soundtrack Channel. E que sempre me deixou curiosa para ver o filme, sem nem entender direito do que se tratava.

E aí embaixo está a montagem de Glee para "Time Warp".

Thoughts? ...

Eu assisti o filme no último domingo e tenho alguns comentários, mesmo antes de ver o episódio:

- O que é que Quinn Fabray está fazendo de Magenta? Tudo bem, ela não foi tão mal assim. Mas essa Magenta está waaay too sexy! E cadê o sarcasmo e a displicência que são tão marcantes na Magenta? A verdade é que temos duas Magentas (quero ver como vão explicar isso), mas para Time Warp a Santana provavelmente faria um trabalho melhor, com um vocal mais sujo e uma interpretação mais debochada. Afinal, essa é a Santana. E a Magenta.

- Oi? Eu já imaginava que não teriamos um Dr. Frank Furter como o do filme, mas... A Mercedes?

- Tina é outra que não nasceu para fazer a Columbia. Apesar de ser a personagem mais "humana" da casa de Frank Furter, Tina deu um tom infantil. Parece uma montagem para menores de 12 anos, quando ela aparece.

Agora me resta esperar para ver no que vai dar. Confesso que estou ansiosa para ver Emma cantando Toucha-Toucha-Toucha Touch Me.

E da próxima vez, Glee, homenageia direitinho, vai?! ;)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Aos meus amigos

Hoje é dia do amigo. E eu me peguei pensando nos meus amigos, óbvio. Antigos, novos, mais velhos, da minha idade, pirralhinhos, da escola, da faculdade, do trabalho, da internet. É, pela vida afora eu garanti um punhado deles em cada lugar que passei.

Não, não são tantos assim que eu chamo de amigos. Um seleto grupo de menos de 20 pessoas as quais eu prezo muito, por uma razão ou outra. Acha muito? E se eu disser que algumas são mais apropriadas para dias de sol, outras para dias de chuva (e aqui entenda tanto no sentido literal como no figurado). Para compartilhar de ironias e sarcasmos, para compartilhar um prato de brigadeiro e uma bacia de pipoca ou para adentrar a madrugada conversando sobre cinema. Tenho a sorte de ter amigos para todas as horas. E de ter alguns desses amigos que são para todas as horas também.

E por essa minha vida já passaram tantas outras pessoas. Que simplesmente passaram; me deixaram algo de bom ou ruim, mas passaram. De alguma forma elas me ajudaram a me construir. Então, feliz dia do amigo para elas também.

Mas o que eu quero mesmo é agradecer aos meus amigos de hoje. Sem citar nomes (e seria muito clichê dizer “vocês sabem quem vocês são”?). Agradecer por tudo, de verdade. Sorrisos e lágrimas, ombros e abraços, conselhos dados e pedidos (nem sempre escutados, é verdade).

E ainda que vez ou outra existam atritos, obrigada pela compreensão que sempre aparece, cedo ou tarde (e eu estou falando de mim também).

Feliz dia do amigo, amigos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mundo estranho

Tantas coisas que acontecem que a gente nem espera. Infelizmente, nem todas elas são boas. Por outro lado, felizmente algumas delas são ótimas.

É que eu estava só vivendo a minha rotina, até mantendo certo distanciamento de coisas que pudessem quebrá-la. Ou que pudessem quebrar a minha rotina emocional - se é que posso chamar assim-, com a qual eu já tinha aprendido a conviver.

E aí, um diazinho que me permito algo diferente, uma saidinha, que até certo ponto posso dizer que foi a contragosto - meu corpo gritando de cansaço, pedindo para ir dormir, mas algo me empurrava e dizia que era o dia de fazer esse esforço. Pronto. Bastou.

Ele apareceu e tudo o que eu não esperava mais que acontecesse, nem tão cedo, aconteceu. E muito mais rápido, mais forte e de um jeito tão melhor. É, um amor. Não do tipo que me mantém aflita e insegura. O exato contrário disso. Que dá paz, segurança, força e vontade de estar sempre bem.

E essa é a parte boa das coisas que a gente menos espera, que aconteceu comigo nos últimos tempos. Continua acontecendo.

A parte ruim é outra. E, que fique claro, nada tem a ver com ele.

O que deixa a parte ruim ainda pior é não saber exatamente o que está ocorrendo. Oi? Eu fiz alguma coisa de errado? Nunca estive com a minha consciência tão tranquila. Logo eu, que tenho esse complexo de "estou sempre errada". E sempre fico cavando até achar algo que não deveria ter feito.

Não dessa vez. É até uma sensação meio nova pra mim. Sim, porque eu sou a rainha do "fiz a m*rd* sem perceber".

E agora eu me pergunto: como funcionará tudo isso?

Acho que devo esperar o novo passo do inesperado. E que seja realmente bom. Só que eu cansei de esperar.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Descivilização

O que me incomoda no Carnaval não é o Carnaval em si. Não é o feriado, que é bom para mim por significar um pouquinho de descanso e tempo pra fazer outras coisas. O que faz com que não tenha toda essa paixão por Carnaval, como a maioria dos brasileiros parece ter, é simplesmente a mentalidade das pessoas acerca desse feriado.

Afinal, o que é o Carnaval?

Teoricamente, uma festa popular para aproveitar os últimos dias que antecedem a Quaresma. Mas no que ele se transformou? Em uma desculpa para bebedeira excessiva, musiquinhas insuportáveis, muvuca, promiscuidade, banalizações, etc.

Não sou nenhuma moralista, não. Tenho pavor de falso moralismo, assim como de hipocrisia. Tampouco sou puritana. Só acho que a ideia que as pessoas têm hoje em dia do que é “diversão”, uma completa distorção. Parece que é necessária uma inversão de valores durante quatro, cinco, sete dias, para que as pessoas se sintam felizes. Como se elas já não invertessem esses valores em quase todas as oportunidades que têm.

Eu entendo o Carnaval, seja de rua, avenida ou baile, como parte da cultura pop e, principalmente, como algo arraigado na cultura brasileira.

Lembro que quando era mais nova adorava ver na TV os desfiles das escolas de samba do Rio. Já até varei madrugada fazendo isso. Acho bonito o trabalho de um ano inteiro, minuciosamente estudado, daquelas comunidades. A alegria das pessoas envolvidas, ali na avenida. (Acho, sim, que tem nudez excessiva, mas, qual a hora no Brasil que não tem?)

Já trio-elétrico, sempre achei a pior invenção de todos os tempos. Barulheira, drogas, gente bêbada e sem noção. Não vou nem comentar as músicas. Não vejo graça em gente suada se amontoado e se empurrando. Pelo contrário, só vejo todos os defeitos que já citei nos parágrafos anteriores. Da mesma forma, os blocos de rua, quase todos eles perderam a verdadeira essência e significado, quase se igualando aos trios.

Por isso classifico o Carnaval com uma data descerebrada. Uma forma estúpida de escapismo. Uma desculpa e nada mais que isso. Uma ilusão de “felicidade”.

Talvez por eu achar que a felicidade e a diversão de verdade estão em outros momentos que vão muito além disso. Em sorrisos sóbrios e tranquilos, lugares agradáveis e civilizados, por exemplo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Olhar e transformar

Como diria o sábio John Lennon, “living is easy with eyes closed”. E, realmente, só não enxergando o mundo com todos os seus significados, como uma criança, pode-se achar fácil e indolor viver. Não que isso tudo seja ruim. Olhando de uma forma positiva, é tudo absolutamente fascinante.

Sério, eu ainda fico intrigada e fascinada com as pessoas que me cercam, as situações, as reações. As formas diferentes com que cada uma delas lida com a vida, com o tempo. O modo como duas pessoas aparentemente tão parecidas podem divergir em absoluto sobre um determinado assunto, ao passo que pessoas visivelmente inversas podem agir da mesma forma diante de uma situação.

Eu não quero fechar meus olhos. Prefiro mantê-los bem abertos, observadores. Mas também não quero admitir que fechá-los seja a única forma “fácil” de viver.

Pensando nisso, decidi que, para mim, é época de transformar.

Transformar dor em aprendizado, raiva em força, inquietações em vontade. Transformar colegas em amigos, amigos em melhores amigos, antigos incômodos em novas distrações. Riscos em desafios, solidão em independência, sonhos em possibilidades. E por aí vai.

Afinal, tudo só depende da forma como você encara as coisas. Principalmente as lições. Quando falo em lições, não me refiro apenas a momentos difíceis. Vejo que momentos de sorrisos podem ser grandes lições também.

São essas as aulas que me interessam agora.


“Strawberry Fields forever...”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Harmonia

Em boa parte das coisas que eu fiz de Natal e Ano Novo na Agência tinha a palavra “harmonia”. E por algum motivo, toda vez que eu olhava pra ela nos layouts, me chamava um pouco a atenção. Parecia que ela se separava um pouco dos desejos de paz, amor, saúde, prosperidade. Se destacava.

No Ano Novo, quando cada um dos presentes tinha que dizer uma palavra do que desejava em 2010, qual foi a que saiu da minha boca? Harmonia!

Nos primeiros dias do ano, eu comecei a achar isso muito irônico. Que “harmonia” era essa? Parecia que estava tudo se desarmonizando. Parecia que tudo estava se desmontando. Os fiozinhos de esperança de que essa harmonia chegasse foram sendo cortados um a um.

Depois eu entendi. Tem até aquela frase que diz que para você construir, às vezes, é necessário você desconstruir, desmontar, para colocar tudo no lugar. Inclusive no próprio Ano Novo eu escutei uma analogia como essa: para você organizar uma casa, reformar, é preciso tirar tudo de dentro e colocar cada coisa no seu lugar de novo, com cuidado para que realmente fique mais bonito e não mais feio.

Aí eu comecei a entender: talvez esse desejo de um 2010 de harmonia fosse mais que só um desejo, talvez eu tenha tido a chance de perceber que é o que eu preciso. E eu fui atrás de tentar harmonizar as coisas. Me reconstruir. Acho que é isso que eu tô tentando fazer agora, com tudo.

Reconstruir a ‘Roseana’ publicitária, profissional, redatora, criativa; descobrir uma segurança, uma busca, uma vontade de chegar onde eu quero. Deixar de ter medo do que sai da minha cabeça. Deixar de ter medo de parecer tola ou algo assim.

Reconstruir a ‘Roseana’ filha, que precisa ir reconquistando não só a confiança, mas até mesmo o orgulho da mãe e do pai. Que eles possam olhar pra mim e dizer: “Poxa, minha filha é forte, tá crescendo, aprendendo, se segurando sozinha”.

Reconstruir a ‘Roseana’ amiga, que acha interessante conhecer gente, conversar, saber como as pessoas vêem as coisas, como elas se comportam, o que elas querem. Que vai atrás de se envolver com as pessoas, sair, se divertir, fazer coisas diferentes. Sem esquecer as amizades antigas.

Uma outra ‘Roseana’ também que precisa de paciência com o tempo para se reconstruir.

Mas, acima de tudo, há a necessidade de reconstruir a ‘Roseana’ para a Roseana, como pessoa, como eu me vejo, o que gosto de fazer, o que me faz sentir bem, o meu eu, mesmo. Mas é claro que numa versão melhorada.

Então eu espero que essa reconstrução toda me leve a tal da “harmonia”. Às vezes eu sinto ela chegando. Pode até ser um pouco cedo, mas eu fico de novo com aquela esperança de que eu vou conseguir chegar lá.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Alguém entendeu como eu?

Nós somos o tempo todo ensinados que vivemos numa sociedade onde todo mundo é igual. Aprendemos que rotular é errado, que é necessário conhecer bem as pessoas para saber quem elas realmente são. Acabamos nos dando conta de que julgar que a pessoa “X” e a pessoa “Y” são iguais por compartilharem de algum atributo físico ou psicológico não é algo válido. Melhor todo mundo igual mesmo, com suas diferenças, misturados.

Aí vem o Big Brother 10 e separa todo mundo em tribos.

Tudo bem, de certa forma até ajuda a mostrar que você ser gay, cult ou ter um corpão não define você como pessoa.

Mas, ainda assim, me soou logo de início como uma tentativa da própria Globo de separar. De “forçar” uma afinidade entre essas pessoas. Ou até como uma dica para os participantes de como ele vai ser retratado (pelas edições, principalmente).

Se eu estivesse ali dentro e fosse colocada em tribos tipo “Belos” ou “Sarados”, eu ia abrir meus belos olhinhos pra tentar mostrar, “Ei! Eu não sou só isso”. “Cabeças”? Opa, sinal que te acharam com cara de inteligente. Melhor colocar um biquininho minúsculo e pular na piscina, porque beleza encanta e beleza vende! Entendem? É dica.

Resta saber qual “raça” será segregada primeiro.

Isso, BBB. Vai ficando mais descarado. Um dia a massa enxerga.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Infinito

Ontem à noite eu olhei para o céu e vi Marte bem vermelhinho. Desejei ter pelo menos meus binóculos para vê-lo mais de perto. As Plêiades, Orion... pensei na vida - coisa que venho fazendo mais que o normal ultimamente.

Antes mesmo de continuar, já aviso que não é um post fúnebre ou algo assim, como alguém pode pensar ao ler as próximas frases.

Algumas pessoas têm o desejo de ser cremadas ao morrer. Particularmente, eu nunca tive esse desejo. Só de me imaginar diminuída à cinzas me dá calafrios (não que uma ossada dentro de uma sacolinha plástica seja muito reconfortante, mas ainda assim). Ainda que eu ache bonito o que, por exemplo, foi feito das cinzas daquela menina da tragédia em Angra dos Reis, a Yumi. Ela teve as cinzas espalhadas no mar, nas montanhas, para que sempre que lembrassem dela, a sentissem presente nesses lugares.

E aí eu pensei que, se eu tivesse que ser cremada quando morresse (daqui a muitos e muitos anos, se Deus permitir), eu não ia querer virar um pó dentro de uma urna e ser parte da decoração da casa de seja lá quem fosse. Se eu pudesse escolher um lugar para que minhas cinzas fossem jogadas, eu escolheria o espaço. "Olha, ela quer virar lixo espacial". Não, bobinhos. Eu queria estar perto das estrelas. Dos planetas. Da energia, da luz, do infinito.

Daí, quando olhassem para o céu, não iria ser pura imaginação a ideia de que eu estaria lá. De alguma forma eu estaria em toda a parte, o tempo todo.

Loucura?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Autoavaliação de metas

Resolvi fazer uma manutenção dos meus desejos de Natal e Ano Novo que tinha postado há algumas semanas.
"Falar menos sobre trabalho nas horas de descanso."
Considerando que nos últimos dias e me aproximei bastante de M. e C., sim, falamos de trabalho, é inevitável. Mas não foi nada ruim. Acho que contribui para uma certa sinergia. E também para que nós três saibamos que, às vezes, nos sentimos exatamente da mesma forma.
"Pensar menos em jobs nas horas de descanso."
Falar de trabalho não é exatamente pensar em jobs. Se eu fiz isso em algum momento nesses dias, foi muito pouco e com motivos totalmente compreensíveis (ocupar a cabeça). Mas nada de estresses.
"Falar menos palavrão."
É, eu ainda ando xingando demais. Mas eu não xinguei o motorista do caminhão pipa que me fez dar duas voltas no quarteirão para estacionar o carro na minha própria garagem em plena hora do almoço. Isso é um sinal de melhora?
"Falar mais devagar."
Eu esqueço a maioria das vezes. Mas tô tentando, sim.
"Parar de ter medo de expor algumas ideias."
É aqui que entra a tal da sinergia. Fica muito mais fácil pra mim, falar quando há um nível de confiança. Mas não é só isso, acho que andei adquirindo uma independência que me dá até mais segurança para fluir e acreditar mais no que sai da minha cabeça.
"Fazer mais exercício físico."
Duas vezes por semana, seja caminhar na praia, seja malhar na sala de ginástica do prédio. Mas me mexo. Quero aumentar para três vezes por semana.
"Ser menos compulsiva."
Compulsiva e impulsiva? Acho que até me superei, apesar da TPM ter atrapalhado um pouco. Mas ainda dá pra melhorar.
"Ser menos ansiosa e desesperada."
Ótimo ponto. E eu diria quase o mesmo do tópico acima. O desespero eu acho que posso chamar de pânico, e eu lembrei como controlá-lo, ainda que seja um exercício para todos os dias. Mas já dá pra ver melhora.
"Visitar mais meus avós."
Isso só o tempo dirá, mas eu já passei um final de semana inteiro lá. Tá, porque meu pai veio pra cá, mas ainda assim, conta.
"Estudar mais."
Isso eu acho que ainda não fiz exatamente. A não ser pelos livros de publicidade que o R. me emprestou.
"Ler mais."
Os livros de publicidade. Os outros eu mal tive tempo, mas arranjarei.
"Ver mais filmes."
Só o tempo, também.
"Mandar consertar meu computador."
Not.
"Discutir menos por besteira."
Hahaha. Depende, com quem? Em casa, melhor. No trabalho? Eu nunca discuti com ninguém que está lá atualmente, acho. Pelo menos não fora da minha mente, no mundo real.
"Me divertir mais."
Oba, adoro os tópicos que posso dizer que estou cumprindo. Haha. Acho que estou mais aberta a topar as coisas com menos pré-julgamentos sobre se vai ser realmente tão divertido.
"Ir aos médicos que preciso ir, fazer todos os exames e voltar a consultá-los."
Não ainda. Preciso marcar.
"Cuidar melhor do meu dinheiro."
Yep.
"Me dedicar a aulas de francês, inglês ou espanhol."
Nota mental: lembrar de olhar o sitezinho que a M. passou.
"Voltar ao ballet, ou pelo menos tentar."
Liguei para saber. Não atendem.
"Comprar meu binóculos e voltar a estudar astronomia."
Dentro de 15 dias, se tudo der certo.
"Resolver meus problemas de sono."
Acho que até que melhorou um pouco. Talvez eu esteja tão mentalmente desgastada na hora de dormir que simplesmente apago sem nem mesmo ter medo de com o que vou sonhar.
Autoavaliação: estou dentro do planejado. Mas são só 15 dias...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dias de descobertas

Os últimos dias têm sido de muitas descobertas para mim. Descobertas sobre mim mesma, em sua maioria.

Descobri, por exemplo, o porquê de eu entrar em estados de ansiedade meio agudos e certo nervosismo quando o meu pai está na cidade. E isso já se arrasta por muitos anos, mas eu nunca tinha atingido esse grau de entendimento acerca das coisas. É estranho. Aliás, é como se ele fosse um estranho. Por mais que a internet tenha nos aproximado e que eu consiga conversar normalmente com ele pelo telefone, pessoalmente é um estranho. É como se houvesse uma separação entre conexão emocional e conexão física.

Eu tenho que falar tudo isso pra ele, mesmo sabendo que ele não vai entender. Perdi a oportunidade de fazer isso, já que ele foi embora ontem. Agora sabe lá Deus quando farei isso. Talvez mande uma carta. Não foi isso que ele sempre fez comigo quando queria despejar seu sentimentalismo em mim?

Essa e outras descobertas me dão a sensação de estar voltando a saber quem eu sou. Lucidez que tinha se perdido entre jobs, brigas e preocupações que fizeram com que eu até esquecesse como controlar uma crise de ansiedade, esquecesse de olhar um pouco mais de perto para mim mesma e encontrar minhas próprias forças para fazer tudo o que me é exigido.

Consigo rir até do meu próprio tom melodramático.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

E agora?

Vir para o trabalho para me concentrar em algo útil e produtivo parecia uma excelente idéia.

Vir para o trabalho e ter que entrar nessa agência e nessa sala é uma idéia absolutamente estúpida com a qual eu terei que conviver.

Continuo esperando o que o sr. tempo vai me trazer, que ventos irá soprar, mas sem realmente esperar. Respirando, caminhando e fazendo. Como prometi pra mim que iria ser.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Desabafo desabado

Será que quando você erra, reconhece todos os seus erros em cada detalhe, e nasce toda a disposição do universo dentro de você para modificar o que está errado, melhorar... será que nessas circuntâncias você não merece uma segunda chance?

Quando você acha que não vei ter uma, dói.

Lógico que as mudanças e melhoras terão que acontecer de qualquer forma. Porque, acima de tudo, EU tenho que dar mais uma chance pra MIM.

O problema é que eu gostaria muito de compartilhar essa melhora com as pessoas que eu amo. E talvez, para isso, a vontade tão grande de melhora tenha vindo um pouco tarde demais. Talvez não, mas..

Não é que as pessoas terão responsabilidade sobre a minha melhora, sobre a minha mudança, sobre a minha felicidade. Eu já estou certa de que é isso que eu quero e que é isso o que vou fazer, ser feliz. Isso é uma responsabilidade minha e só eu posso transformar esse desejo, essa decisão em realidade.

O que dói é saber que pessoas tão importantes pra mim (simplesmente pelo que elas são) podem não viver os momentos bons que estão ppor vir comigo.

Paciência, é uma qestão de escolhas. As minhas eu jã fiz. E da mesma forma que não posso responsabilizar segundos ou terceiros pela minha melhora, não posso me responsabilizar pelas decisões alheias.

Independente, preciso tocar minha vida pra frente. Já tomo providências para me afastar do que me faz mal. Queria poder falar tudo isso. Eu estou tocando a minha vida. É. Estou.

Tomando as rédeas da situação fica mais fácil. E eu vou conseguir.

O tempo é o senhor da razão, não é assim que dizem? Então eu vou ter que esperar e ter calma para ver o que esse senhor me traz.