terça-feira, 20 de julho de 2010

Aos meus amigos

Hoje é dia do amigo. E eu me peguei pensando nos meus amigos, óbvio. Antigos, novos, mais velhos, da minha idade, pirralhinhos, da escola, da faculdade, do trabalho, da internet. É, pela vida afora eu garanti um punhado deles em cada lugar que passei.

Não, não são tantos assim que eu chamo de amigos. Um seleto grupo de menos de 20 pessoas as quais eu prezo muito, por uma razão ou outra. Acha muito? E se eu disser que algumas são mais apropriadas para dias de sol, outras para dias de chuva (e aqui entenda tanto no sentido literal como no figurado). Para compartilhar de ironias e sarcasmos, para compartilhar um prato de brigadeiro e uma bacia de pipoca ou para adentrar a madrugada conversando sobre cinema. Tenho a sorte de ter amigos para todas as horas. E de ter alguns desses amigos que são para todas as horas também.

E por essa minha vida já passaram tantas outras pessoas. Que simplesmente passaram; me deixaram algo de bom ou ruim, mas passaram. De alguma forma elas me ajudaram a me construir. Então, feliz dia do amigo para elas também.

Mas o que eu quero mesmo é agradecer aos meus amigos de hoje. Sem citar nomes (e seria muito clichê dizer “vocês sabem quem vocês são”?). Agradecer por tudo, de verdade. Sorrisos e lágrimas, ombros e abraços, conselhos dados e pedidos (nem sempre escutados, é verdade).

E ainda que vez ou outra existam atritos, obrigada pela compreensão que sempre aparece, cedo ou tarde (e eu estou falando de mim também).

Feliz dia do amigo, amigos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mundo estranho

Tantas coisas que acontecem que a gente nem espera. Infelizmente, nem todas elas são boas. Por outro lado, felizmente algumas delas são ótimas.

É que eu estava só vivendo a minha rotina, até mantendo certo distanciamento de coisas que pudessem quebrá-la. Ou que pudessem quebrar a minha rotina emocional - se é que posso chamar assim-, com a qual eu já tinha aprendido a conviver.

E aí, um diazinho que me permito algo diferente, uma saidinha, que até certo ponto posso dizer que foi a contragosto - meu corpo gritando de cansaço, pedindo para ir dormir, mas algo me empurrava e dizia que era o dia de fazer esse esforço. Pronto. Bastou.

Ele apareceu e tudo o que eu não esperava mais que acontecesse, nem tão cedo, aconteceu. E muito mais rápido, mais forte e de um jeito tão melhor. É, um amor. Não do tipo que me mantém aflita e insegura. O exato contrário disso. Que dá paz, segurança, força e vontade de estar sempre bem.

E essa é a parte boa das coisas que a gente menos espera, que aconteceu comigo nos últimos tempos. Continua acontecendo.

A parte ruim é outra. E, que fique claro, nada tem a ver com ele.

O que deixa a parte ruim ainda pior é não saber exatamente o que está ocorrendo. Oi? Eu fiz alguma coisa de errado? Nunca estive com a minha consciência tão tranquila. Logo eu, que tenho esse complexo de "estou sempre errada". E sempre fico cavando até achar algo que não deveria ter feito.

Não dessa vez. É até uma sensação meio nova pra mim. Sim, porque eu sou a rainha do "fiz a m*rd* sem perceber".

E agora eu me pergunto: como funcionará tudo isso?

Acho que devo esperar o novo passo do inesperado. E que seja realmente bom. Só que eu cansei de esperar.