Enquanto cada grão de areia da ampulheta atinge a parte inferior da mesma, um vulcão vai aos poucos dando sinal de atividade dentro de mim. Os abalos sísmicos são cada vez mais fortes e os primeiros vestígios de atividade vulcânica já começaram a aparecer.
Detesto ser negativa. Mas o meu senso de realismo não me permite perder de vista a catástrofe que aos poucos se instala. Sorrateiramente, foi chegando... Eu vi, todos nós vimos. Mas ninguém deu a devida importância.
A verdade é que estamos todos perdidos e o fato de eu não ser a única não é algo necessariamente reconfortante.
Quero que o tempo passe logo, mais rápido que um piscar de olhos, embora saiba que o ideal seria dispor de ainda mais tempo.
Todo mundo que já passou por essa fase diz que é uma corrida contra o relógio, estressante e tensa. Cresci ouvindo histórias assim. Passei quatro anos na faculdade escutando isso. Agora que cheguei aqui, vejo: é muito pior.
Talvez nós tenhamos deixado as coisas chegarem a esse ponto. Não gosto de distribuir culpas, mas se tudo chegou a esse ponto, de quem é a responsabilidade? Esse estado letárgico que tomou conta até agora e a idéia de ter que fazer “o que der pra ser feito” vão contra meus princípios enquanto perfeccionista.
Dá vontade de jogar pro alto, deixar pra lá.
Mas não dá.
Detesto ser negativa. Mas o meu senso de realismo não me permite perder de vista a catástrofe que aos poucos se instala. Sorrateiramente, foi chegando... Eu vi, todos nós vimos. Mas ninguém deu a devida importância.
A verdade é que estamos todos perdidos e o fato de eu não ser a única não é algo necessariamente reconfortante.
Quero que o tempo passe logo, mais rápido que um piscar de olhos, embora saiba que o ideal seria dispor de ainda mais tempo.
Todo mundo que já passou por essa fase diz que é uma corrida contra o relógio, estressante e tensa. Cresci ouvindo histórias assim. Passei quatro anos na faculdade escutando isso. Agora que cheguei aqui, vejo: é muito pior.
Talvez nós tenhamos deixado as coisas chegarem a esse ponto. Não gosto de distribuir culpas, mas se tudo chegou a esse ponto, de quem é a responsabilidade? Esse estado letárgico que tomou conta até agora e a idéia de ter que fazer “o que der pra ser feito” vão contra meus princípios enquanto perfeccionista.
Dá vontade de jogar pro alto, deixar pra lá.
Mas não dá.

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