domingo, 15 de fevereiro de 2009

Medo, medo, vá embora!

A gente já nasce praticamente chorando.

Quando se é bebê, chora-se por absolutamente tudo: fome, sono, sede, dor, medo, vontade de sentir alguém nos ninando. E aí a gente começa a crescer um pouquinho e desenvolve alguns tipos de comunicação. Crianças pequenas choram quando estão com sono, irritadas, quando são contrariadas, por birra, quando sentem dor e medo. Até que crescemos ainda mais. Deixamos de chorar por quase tudo relacionado aos sentidos; mas, a emoção ainda nos faz derramar todas as lágrimas. Daí prra frente, será assim.

Boa parte dos seres humanos nunca deixam de chorar por sentimentos bons e ruins, mas que andam sempre juntos. Palavrinhas tão pequenas que provocam erupções tão grandes dentro da gente. Ou de alguns de nós.

Dor.

Perda.

Amor.

Fé.

Medo.

Já perguntei para algumas pessoas por quê as coisas relacionandas a esses sentimentos são tão complicadas. E por quê existem essas coisas ruins no meio, sempre vindo de brinde com as boas. Recebi a mesma resposta de sempre: se tudo fosse maravilhoso, a gente não saberia o quão maravilhoso as coisas realmente são. Não saberíamos dar valor suficiente. Isso só me leva a crer que o ser humano é totalmente estúpido.

Mas também me leva a crer que, talvez, aquela coisa de que "Deus escreve certo por linhas tortas" seja bem verdade.

Virginia Woolf escreveu em um de seus livros:

"Se o melhor de nossos sentimentos nada significa para a pessoa mais envolvida neles, que realidade nos é deixada?"

O medo, dona Virginia. Só o medo.

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