Geralmente as adaptações de livros para o cinema nos deixam com aquela sensação de “o livro era melhor”. Alguns até chegam perto de fazer jus à obra escrita, como “O Pianista”, ou fazem leves mudanças que tornam a história mais comercial para as telas, como “O Diabo Veste Prada”. Isso é totalmente compreensível.
Ninguém conseguiria, por exemplo, adaptar “O Senhor dos Anéis” sem mexer ou até descartar absolutamente nada (a não ser que resolvessem fazer pelo menos uns seis filmes com 3 horas cada um, mas imaginem os custos disso). Eu até já perdoei a Disney por ter feito uma Grandmère boazinha em “O Diário da Princesa”, enquanto nos 10 livros da série você consiga ter muita, muita raiva da personagem. Eles devem ter achado que ia ser estranho ter uma Julie Andrews meio megera – a única explicação que eu consigo encontrar.
Mas por que eu estou falando tudo isso?
Porque eu terminei de ler “Comer, Rezar, Amar”. E, até onde eu me lembro, nunca vi um filme tão absurdamente distante do livro no qual ele é “baseado”. (Hmm... baseado... isso dá um trocadilho. Porque só fumando muito mesmo pra chamar isso de adaptação).
Nem a adaptação-bomba de “O Caçador de Pipas”, com aqueles Talibãs que mais pareciam o Bin Laden do Brega, conseguiu se afastar tanto da história original. Bom, o que dizer? Pelo menos todos os personagens importantes estavam lá, não estavam? E não usaram a fala de um personagem em outro.
É engraçado ver que no filme de “Comer, Rezar, Amar” faltam tantos personagens importantes e, ao mesmo tempo, inventam situações que nem de perto aconteceram no livro.
Engraçado, não. Chega a ser um pouco revoltante.
E agora eu tenho na minha fila de leitura três livros que já foram adaptados para o cinema. “O Diário de Anne Frank”, “Entrevista Com o Vampiro” e “Querido John”, esse último o único cujo filme eu não assisti.
Será que a decepção vai se abater sobre mim novamente?

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