Todos os dias, no caminho para casa na hora do almoço, eu passo em frente ao meu antigo colégio. Geralmente passo mais ou menos no horário de saída do ensino fundamental até a 9ª série... a não ser que eles tenham modificado o horário, mas acredito que não. Aquelas pessoas são muito... novinhas.
Bom, mas eu passo naquela hora e olho em volta. A mesma lanchonete em frente, o mesmo colégio... Me dá a sensação de também ver as mesmas pessoas. Sim, porque são os mesmos tipinhos, vestindo as mesmas marcas de calça, com as mesmas bolsas e mochilas penduradas em um dos ombros, os mesmos cortes de cabelo, as mesmas caras de preocupações fúteis, até os mesmos gestos cheios de frescura.
Ao mesmo tempo em que sinto alívio por não ter mais que conviver em meio a tanta futilidade e tolice (sem falar no bullying), bate certa nostalgia. Não sei se a palavra seria “saudade”, mas é mais ou menos isso. Saudade dos tempos em que agüentar essa futilidade e tolice durante um período do meu dia, era um dos meus maiores desafios e motivo de estresse. Saudade de sentar na cadeira com o caderno na minha frente e ter apenas a responsabilidade de aprender alguma coisa, não tendo a pressão de mostrar que sei de alguma coisa o tempo todo, 24h por dia.
É, no colégio a gente é feliz e não sabe. E boa parte desse discurso também serve para a faculdade.

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