Os últimos dias têm sido de muitas descobertas para mim. Descobertas sobre mim mesma, em sua maioria.
Descobri, por exemplo, o porquê de eu entrar em estados de ansiedade meio agudos e certo nervosismo quando o meu pai está na cidade. E isso já se arrasta por muitos anos, mas eu nunca tinha atingido esse grau de entendimento acerca das coisas. É estranho. Aliás, é como se ele fosse um estranho. Por mais que a internet tenha nos aproximado e que eu consiga conversar normalmente com ele pelo telefone, pessoalmente é um estranho. É como se houvesse uma separação entre conexão emocional e conexão física.
Eu tenho que falar tudo isso pra ele, mesmo sabendo que ele não vai entender. Perdi a oportunidade de fazer isso, já que ele foi embora ontem. Agora sabe lá Deus quando farei isso. Talvez mande uma carta. Não foi isso que ele sempre fez comigo quando queria despejar seu sentimentalismo em mim?
Essa e outras descobertas me dão a sensação de estar voltando a saber quem eu sou. Lucidez que tinha se perdido entre jobs, brigas e preocupações que fizeram com que eu até esquecesse como controlar uma crise de ansiedade, esquecesse de olhar um pouco mais de perto para mim mesma e encontrar minhas próprias forças para fazer tudo o que me é exigido.
Consigo rir até do meu próprio tom melodramático.
Consigo rir até do meu próprio tom melodramático.

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