Ontem à noite eu olhei para o céu e vi Marte bem vermelhinho. Desejei ter pelo menos meus binóculos para vê-lo mais de perto. As Plêiades, Orion... pensei na vida - coisa que venho fazendo mais que o normal ultimamente.
Antes mesmo de continuar, já aviso que não é um post fúnebre ou algo assim, como alguém pode pensar ao ler as próximas frases.
Algumas pessoas têm o desejo de ser cremadas ao morrer. Particularmente, eu nunca tive esse desejo. Só de me imaginar diminuída à cinzas me dá calafrios (não que uma ossada dentro de uma sacolinha plástica seja muito reconfortante, mas ainda assim). Ainda que eu ache bonito o que, por exemplo, foi feito das cinzas daquela menina da tragédia em Angra dos Reis, a Yumi. Ela teve as cinzas espalhadas no mar, nas montanhas, para que sempre que lembrassem dela, a sentissem presente nesses lugares.
E aí eu pensei que, se eu tivesse que ser cremada quando morresse (daqui a muitos e muitos anos, se Deus permitir), eu não ia querer virar um pó dentro de uma urna e ser parte da decoração da casa de seja lá quem fosse. Se eu pudesse escolher um lugar para que minhas cinzas fossem jogadas, eu escolheria o espaço. "Olha, ela quer virar lixo espacial". Não, bobinhos. Eu queria estar perto das estrelas. Dos planetas. Da energia, da luz, do infinito.
Daí, quando olhassem para o céu, não iria ser pura imaginação a ideia de que eu estaria lá. De alguma forma eu estaria em toda a parte, o tempo todo.
Loucura?
Antes mesmo de continuar, já aviso que não é um post fúnebre ou algo assim, como alguém pode pensar ao ler as próximas frases.
Algumas pessoas têm o desejo de ser cremadas ao morrer. Particularmente, eu nunca tive esse desejo. Só de me imaginar diminuída à cinzas me dá calafrios (não que uma ossada dentro de uma sacolinha plástica seja muito reconfortante, mas ainda assim). Ainda que eu ache bonito o que, por exemplo, foi feito das cinzas daquela menina da tragédia em Angra dos Reis, a Yumi. Ela teve as cinzas espalhadas no mar, nas montanhas, para que sempre que lembrassem dela, a sentissem presente nesses lugares.
E aí eu pensei que, se eu tivesse que ser cremada quando morresse (daqui a muitos e muitos anos, se Deus permitir), eu não ia querer virar um pó dentro de uma urna e ser parte da decoração da casa de seja lá quem fosse. Se eu pudesse escolher um lugar para que minhas cinzas fossem jogadas, eu escolheria o espaço. "Olha, ela quer virar lixo espacial". Não, bobinhos. Eu queria estar perto das estrelas. Dos planetas. Da energia, da luz, do infinito.
Daí, quando olhassem para o céu, não iria ser pura imaginação a ideia de que eu estaria lá. De alguma forma eu estaria em toda a parte, o tempo todo.
Loucura?

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